..sempre fui seduzido pelo lado negro e pela maldade de tudo e todos. Quando executados.... um facíneo me ferve por dentro. Claro, não o tipo de maldade que se faz com roubo ou coisas de jardim de infancia.
Não, a crueldade em seu estado mais cru e direto é o que me atrai misticamente. Jogos mentais, tortura, o que faz o espírito de alguém enfraquecer, fazer alguém perder até a esperança.
Algo como agora, nesta caçada que se estende por horas pela madrugada, onde o pobre ser que foge de mim desesperadamente como uma barata foge do pé de que a vai esmagar. Estou me divertindo com todo o horror que ouço em cada grito de agonia que solta. A cada choro, a cada suplica. E então, apareço, o desoriento mais e brinco como se não conseguisse terminar com isto tudo.
Então, o deixo ter esperança novamente e sair correndo mais adentro desta flores ainda.
Um sorriso não consegue se decompor de meus lábios, eu estou realmente contente com a situação e acho graça como alguém acharia de uma piada contada por algum otimo comediante de stand-up ou o que for... isto para mim é a vida. Ou seria a morte?
Ambas estão bem próximas.. uma tênue linha as separa.
...ou seria que não? Ambas são extremamente opostas?
Bem, isto não é de meu interesse, ainda mais no momento. Eu tenho seu rastro mas ele esta meio confuso, parece que ou ele começou a pensar em me despistar ou realmente esta completamente desnorteado e está tão inquieto que anda em zigue-zague. Mas não é o suficiente, caso ele esteja tentando me ludibriar... sinto seu cheiro, sua essência. Ela esta cada vez mais evidente devido a todas as emoções mistas e seu suor. Claro, o sangue também. É impressionante como cada coisa tem seu próprio odor, como uma impressão digital. E cada reação também exala um diferente. É como se a própria Natureza tivesse pensado em cada falha possivel em seus organismos.Cores vibrantes em alguns para que aqueles que não ouvem possam ter uma chance com ao menos um grupo. Cheiro e/ou som para aqueles que não enchergam. Agora, um surdo mudo... bem.
Agora, alguem como eu, treinado e abençoado por alguma Entidade Superior, sou um perfeito caçador pois possuo todos os sentidos aguçados.
Por isto sei que o alvo se encontra exatamente na árvore que esta a minha esquerda e que ele treme e está segurando a boca e o nariz para não emitir som algum, nem o da sua respiração, que esta bem ofegante e desregular.
Faço com que ele desespere novamente quando finjo que vou seguir caminho, mas paro e olho ao redor.
Parece ate que consigo sentir suas pupilas se contrairem no desespero de que talvez eu o tenha descoberto. Contenho uma risada, não esboço sequer um riso, a expressão seria e cruel ajuda na situação.
Abaixo, finjo que estudo algo no chão, no mato, nas folhas, em algumas arvores e então para me ajudar, um barulho de galho se partindo quebra o silencio de tudo e me faz realmente olhar para frente. John Meramy soltou um pequeno barulho que me lembrou um rato assustado, mas se conteve rapidamente, novamente com seu olhar fixo em mim que parecia que eu poderia agarrar seus olhos em minhas costas.
Sorrateiramente me dirijo para o barulho, escondendo-me entre as árvores e mato alto e então, consigo pegar o que fizera o som, uma ave pequena que estava com a asa machucada.
Desapareço da percepção de John, mas alguns minutos depois começo uma conversa com ele que não sei ao certo se ele ouviu algo, pois estava catatonico com os olhos vidrados a me fitar:
"...este jogo teve seu tempo de diversão e agora me cancei. Como todo predecessor de você, és um fraco e um covarde. Não enfrenta teu medo e teu destino de frente, corre apenas por querer prolongar mais o que não há de existir." ele achou que tinha me afastado, quando na verdade estava dando a volta nas árvores para levar a ave ate onde ele está, pois o ninho estava a 3 galhos mais alto do que ele escolhera para se esconder, "..criatura vil e miséravel, não mereces o ar que polui ao expirar, não mereces nem ao menos as fezes que produz pelos alimentos que ingere!" estou à sua frente, de costas para a árvore e escorado na mesma, de pé no galho em que ele estava agachado no meio para ter um balanço e visão melhores que pudesse conseguir para tentar me encontrar. Não sei como ele se manteve ali naquele estado depois que percebeu que o fim estava à sua frente proferindo palavras que ele sabia o significado e o por que de serem ditas. Então, quando viu a lâmina do punhal brilhar quando desembainhada, entrou em frênesi e tentou encontrar algum meio de fugir.. mas o que conseguiu foi uma queda de 3 metros aterrizando com seu pescoço na mata, mas sem sorte de se ter amortecido. Ao contrario, a raiz se projetava para fora do chão o que fez um encaixe perfeito para seu ombro e seu pescoço estalarem e partirem.
Desci e olhei dentro dos olhos dos restos daquele que caçava, ainda estava vivo, se é que se pode chamar isto de estar vivo. Evacuava pelos orifícios pois não tinha mas controle das primeiras vertebras da coluna para baixo. "Uma poça de sua própria urina, sangue, vomito e fezes. É onde deves permanecer pela eternidade até que venham os vermes e consumam a podridão que é teu ser, ó asqueroso vivente! Devo terminar com todo este sofrimento teu? Alegrar-te com a morte que, aposto, tanto anseia? Bem, deveria fazê-lo o afogando no que evacua? Pisando assim em sua cabeça e tirando um dos ultimos privilégios que lhe resta? Privá-lo de respirar e lhe conceder assim mais um desespero da falta de ar? Bem, creio que não.. vou deixá-lo para apodrecer e ser devorado por algum animal que venha em algum momento atraído por tal odor que exala. Com certeza assim que lhe deixar aqui, os animais à espreita aproveitarão de sua incapacidade de movimento e se alimentarão primeiramente em suas feridas e depois do que lhes convir. Verás com os prórpios olhos eles lhe dilacerarem a carne e devorarem as entranhas, mas sem sentir nada. Punição apta apra ti, ó estuprador de crianças e corrupto do governo que jurou melhorar! Não imaginavas que haveria alguem insano e corajoso o suficiente para lhe punir? Bem.. a era de impunidade tem seu fim! Hei de ir atrás de todos como você e encarregarei de dar a cada um a dívida que tem com a vida dos outros. Se lhe agrada a saber, com certeza não foi a maior crueldade que pretendo exercer sobre aqueles que merecem. Então, ó repugnante resto de ser, te deixo ao acaso de sua sorte agora, tenha uma terrível morte.."
..me afasto me sentindo cada vez mais imponente e poderoso com cada grito e esbravejamento que John Meramy soltava a cada passo que me distanciava. Depois aguardei alguns minutos ainda para ver toda sua esperança escorrer como os ultimos susspiros ainda por vir de sua maculada e erronea vida. Que seja um exemplo, pois não me saciarei com um ou dois a serem caçados.... apenas rogo para que após todos, essa minha sede de crueldade tenha um fim ou dormência de um bom tempo.
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