..mais um dia com o por do Sol, a única fonte de luz que se tem nessa terra deserta. Acalmo meu cavalo e começo a procurar por um abrigo, afinal o dia foi cansativo, como todo dia sempre é. Por sorte estou perto de um corrego e há algumas árvores por perto, acho que desta vez me abrigarei com mais segurança do que de costume.
Vou caçar algo para me alimentar, sorrateiro, por isto dispenso a unica compania que tenho tido nestas utlimas semanas. Relutante ele me deixa ir, enquanto volta a beber um pouco de água e a pastar. Se eu não o visse todos os dias, diria que não era um cavalo. E sei que não é apenas um animal, há algo nele. Não é atoa que todos os Cavalos da Realeza são criados e protegidos com tanto vigor, agora entendo.
Uma vez um ladrão roubara uma jarra de ouro do salão de festas do mercado do palácio, mas não foi perseguido por muito tempo e o crime foi posto de lado. Não porque talvez fosse descoberto ao tentar vender na cidade próxima ou por saberem que um jarro não precisava de tanta atenção, mas porque o Rei não da tanto valor a riquezas assim. Por isso ele é amado por tantos.. a humildade de sua pessoa é quase inigualável. Mas não quando fazem o mesmo com o que preza ou o que sabe que tem real valor.
Certa vez alguem invadira os estábulos e conseguiu escapar com uma égua. Me lembro que o ladrão além de torturado após pego, por vários dias, ainda foi esquartejado em praça pública rasgado por 4 dos Cavalos reais postos a trotar em direções distintas para arrancar os seus 4 membros. Depois ainda foi-lhe decepada a cabeça e posta no Mastro Central, para que o exemplo fosse dado.
Não me lembro de mais tentativas de roubo de animais depois desta. Ainda bem que este que trouxe era meu.
Vejo um lagarto correr por entre alguns ramos e armo meu arco. Estes répteis sao bem astutos, ainda mais aqui. Pena que não é nenhum dos Iluminantes.. eles tem propriedades místicas. Ainda não tirei prova disto, mas já vi um deles a três dias atrás, mas ele desapareceu atras de um rochedo no penhasco, impossível de ir atrás..
Um disparo e a flecha finca em algo. Vou me aproximando devagar, posso ter errado o alvo e, quando estou a poucos passos da flecha, um vulto abre caminho no matagal muito veloz e corro atrás do rastro que fazia o capim descer e então ele sai em campo aberto novamente. Armo o arco e, desta vez enxergando, consigo acertar bem no centro do alvo. Bom, o jantar está garantido, terei menos fome hoje ao dormir e, por sorte, quando olho para cima para agradecer aos deuses, vejo algumas frutas maduras! Alguma destas também, diziam os místicos e shamans do Palácio, nutriam alguém por muito mais tempo do que o normal, algo que beirava a magia. Nada duvido nestas terras... ainda mais pelo motivo que vim até aqui e o que estou fazendo. Qualquer conto de fadas pode ser real.
Retorno e começo a preparar uma esteira para me deitar com algum mato e galhos com folhas e tento conseguir um pouco de lenha para acender uma fogueira. Acampamento pronto, preparo o lagarto e o coloco para fritar enquanto minha arma a fim de não estragar sua lâmina que é, as vezes, a única coisa que pode guiar o caminho confuso que tenho de trilhar.
Ao retornar novamente, meu companheiro ja dormia bem. Não sei como ele consegue ser tão calmo e relaxar co facilidade assim. Me deito, pego o espeto de lagarto e como observando as estrelas. Ao longe, mais distante que as montanhas, uma luz se ergue até o infinito das estrelas. A besta que não mais se encontra lá, apenas os Deuses sabem o porque, parece informar onde está seu túmulo com esta luz que emana de seus destroços. Isto me da um certo arrepio as vezes, pois acho que possa ser um aviso aos outros que alguém está à sua caça... fico perdido nas lembranças do combate que ocorreu e no espanto ao ver a magnitude de tal criatura e então, adormeço sem perceber.
Sou acordado por um barulho monstruoso que parecia estar perto dalí e me levanto com espada em punho e coração acelerado. Aguardo seja o que for que possa ter feito aquele som e rogo para que não esteja vindo em minha direção quando, de subito, olho para a fogueira que ainda ardia na noite e jogo rapidamente terra para abafar as chamas e não revelar minha posição. Quando as chamas se extinguem, outro do mesmo som corta a noite e enlouquece meu cavalo que tento acalmar a todo custo, ele também sabe que estamos em grandes apuros e quer de todo jeito sair dalí. Não há como acalma-lo, então monto e saímos em disparada afim de não sermos pegos mas, quando começávamos a ter velocidade de cavalgada, o som novamente ecoa e desta vez, acima de nós, acima das árvores, acima de tudo e então, quando me viro para ver, uma sombra gigantesca vindo em nossa direção foi tudo que consegui entender antes de ser arremessado pela lufada de vento que aquela coisa jogou sobre nós em um voo rasante perto de onde estava a fogueira. Ouvi a última coisa antes de cair bater com a cabeça, o monstro emitia percebi desta vez um tom de raiva por não conseguir pegar sua vítma e então sair na vastidão da noite para tentar encontrar outro algo enquanto eu desacordava com a pancada na pedra.
Acordo com o sol a banhar com seus primeiros raios aquela imensidão que sei que terei de percorrer para conseguir o meu desejo e estremeço em saber dos desafios que me aguardam, sem ao menos querer imaginar as armadilhas que há no trajeto ate eles. Quando me lembro do que ocorreu na noite anterior me levanto de um salto e até fico um pouco tonto mas me mantenho de pé e olho em volta. Nenhum sinal da besta, o que me acalma um pouco além de ver que nada aconteceu com minha montaria que se encontrava deitada próximo de mim, parecendo me garantir segurança caso precisasse. Acaricio seu pescoço ao se levantar e me espreguiço um pouco para acordar direito. Verifico a nuca para ver se não estava aberta e agradeço aos Deuses por ter sido apenas uma pancada e não um corte. Monto e volto ate o lago que estavamos, para beber e me banhar e me deparo com profundos buracos escavados onde havia armado o acampamento. As garras daquela coisa que fizeram isto. Vejo que tambem terei dificuldade com esta e, muito provavel, com todas... a magnitude destas criaturas é apavorante.
Ao terminar a rotina da manhã, pego mais algumas frutas que consegui ver e me ponho no caminho, afinal, cada hora que me apresso é menos uma hora para o fim disto tudo. Bato com os calcanhares na barriga e grito para Visage correr como o vento rumo ao próximo colosso.
FOOOOOOOODA...
ResponderExcluirleu algo sobre o jogo, ou simplesmente tirou os detalhes que não estão no jogo da sua cabeça??
vi o nerdplayer e me "inspirou"
Excluirmas eu ja tinha algo em mente assim.. a mais de 4 anos q eu quero escrever um fanzine de SotC
agora o blog vai me render textos e eu vou render posts pra ele.