quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

..as ruinas inevitáveis. (parte 1?) [fragmentos]

"..olho de meu trono, pela abertura da sacada, os filetes de fumaça que subiam aos céus de alguns pontos do reino. Sabia que aquilo chegaria em algum ponto, pois nenhum reino é eterno, mas certamente não sei o motivo de tudo isso estar acontecendo agora. Apoio o queixo em minha mao direita e passo os dedos em minha barba acumulada de dois dias por toda essa algazarra. A corte está vazia. Ainda é bem cedo para a realeza ter acordado, mas como rei não consegui descançar muito com as rebeliões acontecendo. Também assim é melhor para pensar, sem barulho, sem conversas, sem olhos sendo lançados para me examinar e julgar.. apenas eu e os espíritos dos que sentavam aqui antes de mim. Me pergunto se passaram por isto. Sei que passaram por tempos difíceis mas, como este? Todas as vilas entrando em conflito e os camponeses, artesãos, comerciantes... ninguém ouvindo a Palavra Real?
Corrijo minha postura e olho para cima, para o vitral que tinha o desenho de olhos inumanos e uma espada ornamentada entre eles. Sua luz projetava no decorrer da entrada da câmara real até onde os tronos se encontravam. De acordo onde se encontrava a imagem projetada da luz no tapete real, era onde o réu se ajoelharia para ser julgado. Ali muitos foram julgados por crimes e acusações. Muitos foram condenados e alguns absolvidos. A justiça sempre me fora a escolha. Um rei justo agrada seu povo.
Os Olhos da Verdade e a Lâmina do Condeno, diziam, conseguir tirar a verdadeira intensão de quem se mantinha em seu trajeto. Me foi dito que um antigo feiticeiro que fez cada vidro do mosaico, banhado em um encanto que reagia à luz do sol. O Primeiro, aquele que erguera esse castelo e o governou antes de todos, foi quem ordenou que fosse feito para que ele não errasse por culpar um inocente ou libertar um criminoso. Até então, parece que o temor de tal habilidade nunca falhara.
Me levanto e vou ate o meio do salão e me viro para o vitral e ajoelho. Apenas havia luz projetada após o sol ter passado do centro do céu, mas mesmo assim, eu precisava tentar tirar algo de dentro de mim.
Será que eu não governava justamente?
Me deixo sentar e a cabeça pender para o peito.. a descrença tomava conta de mim. Tantos dias se passaram e nada pude fazer. Meu povo guerreia entre si. Parece que foram apoderados por demônios e estão enlouquecidos por carnificina!
Me levanto e me dirijo à sacada, de la vejo tudo. O castelo por ter sido esculpido nas montanhas tinha visão geral do reino. Nada atrás, apenas as costas da montanha a proteger qualquer entrada sorrateira. À frente, até quase a vista se perder, o Portão delimitando meus domíneos. Após várias reformas, decidi não consetruir muralhas para envolver as vilas, pois elas cresciam com o tempo e com isto, as muralhas tinham de ser demolidas para serem prolongadas. Apenas mover um grande Portão ornamentado era o suficiente. Cada vila se delimitava. Ha estradas boas de terra batida e algumas, as comerciais, forradas com pedras pequenas para melhor travessia de carroças e menos danos pelas chuvas. Há bosques. Há templo aos Deuses. Há liberdade do culto a qualquer divindade. Impostos são convertidos em melhorias para as vilas e para a força bélica caso algum outro reino entre em conflito, mas os tempos são de paz. Ao menos, para e com os outos reinos... o meu se corroi em caos.
Grito para quem conseguisse ouvir: "NÃO SOU BOM O BASTANTE? NÃO DOU PÃO? NÃO PERMITO O QUE É JUSTO? VETO ALGUM PRIVILÉGIO A ALGUÉM?! CONCEDO CIRCO E PROTEÇÃO! O QUE HÁ COM VOCÊS?!", mas palavras em vão. Não escutam. Só fazem guerrear e tentar se apoderar da vila proxima para aumentar seus recursos. Me pergunto: onde errei?
Ouço passos de dentro do corte e entro novamente, minha rainha havia despertado.

- Espero não ter lhe acordado com meus gritos minha dama.
- Não, havia despertado pouco depois que deixou nossos aposentos.. me mantive deitada pois sabia que procurava a solidão para pensar.
- Lhe agradeço. Agradeço aos céus por ter você. Parece a única que ainda me entende.
- Não diga asneiras meu Senhor, muitos de teus servos ainda lhe entendem e seguem. Não são todos que estão loucos como os das vilas.
- Mas olhe! Olhe o que acontece com as terras que me foram concedidas! Por que tanto ódio? Por que tanta cobiça? A vida que lhes proporciono não é o suficiente?! Também permito que partam!
- Meu senhor.. o homem é ganancioso por natureza. É do seu feitio querer sempre mais.
- Mas assim?! Olhe minha dama! As pessoas estão se matando! E pelo quê?! Por trigo e carne?
- Meu Senhor.. as pessoas estão com medo.
- Medo? MEDO?! De onde tirastes esta idéia estúpida mulher!? - a ira tomou conta de minha mente.
- Acalme-se por favor.. apenas digo o que começo a concluir. - Catherine pega em minha mao e a envolve com ambas as suas.. aquilo sempre me acalmava.
- Como? Medo? Do que? Quando? - começo a voltar ao julgamento são e anseio pela explicação.
- Meu Senhor.. talvez haja planos para destroná-lo. Alguma coisa contra o castelo. Algum tirano quereno seu poder. Isto talvez enlouqueceria o povo. Ou talvez, este seja o plano. Destruir o povo para lhe enfraquecer e então lhe tirar o poder.
- Mas como? E por quê?!
- Meu Senhor, lhe disse, a ganancia é da natureza humana... as vezes muito maior em uns.
- Se isto for verdade, devemos rapidamete cortar a cabeça desda criatura vil e todos os seus seguidores!
- O problema é por onde começar.. eu apenas supús que fosse este o problema do reino.
- Mas é a única idéia que temos. Devemos averiguar tudo. Convoque o Conselho! Chame Thyer, o príncipe deve começar a aprender sobre tempos conturbados e as Reuniões!
- Como desejas, majestade.
- Catherine, ja dissse.. não me chame assim. Aceitei continuar com Senhor, mas você, mais do que ninguem, deveria me chamar pelo nome.. és minha Rainha!
- Costumes meu rei... costumes. Agora, com vossa permissão, irei cumprir suas ordens.
- Vá minha dama.. mas não antes de uma despedida digna.
Kranvyr toma sua esposa em seus braços e a beija com a força de guerreiro que era. A realeza não o amaciara nada para suas obrigações ou para a fome do afeto de sua amada.
- Tomara que esta sua mente esteja certa como de costume... onde eu estaria se nos piores momentos você não clareace esta minha mente rude de guerreiro?
- Bem, provavelmente estaria em alguma vala por aí. - e com uma risada deixa a corte em passos rapidos. Kravyr ri tambem e depois se vira novamene para a sacada.
- Ah... agora uma luz começa a aparecer em todo esse tormento. Tomara que seja esta a causa.. a solução é mais fácil assim.




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onde ta a parte 3 do outro conto? bem.. em algum lugar em minha mente. Este estava projetando-se mais forte hoje.
bom, até amanha.

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