sábado, 4 de fevereiro de 2012

Demônio Poeta... caminho descrente.

"Amores, quando irão perceber
o quão fácil era me ter?
E o quase impossível me perder?
E pensarão o que me fizeram fazer.

Não sei fingir, sou honesto.
Não sei porque eu não minto,
as vezes, confesso, me detesto.
Mas ao menos não me comparo com o resto...

Amor, como é dificil entender
que não basta apenas o eu querer te ter.
No sofrimento por você eu choro,
e até mesmo aos Deuses imploro.

Que meus sentimentos Eles selem,
afeições por vocês terminem.
Este é o único caminho, infelismente,
pois amor para um demônio, é descrente.

Alguns amores
diferntes sabores,
peço muitos favores
e são incontáveis dores...

Um demônio traça um caminho,
que o força a ser forte e impacível.
Não deve nem merece ter carinho,
o único sentimento permitido é ódio inflamável.

Destruir é uma de suas sinas
e o espetáculo de sua existência é matar.
Antes que de sua vida se fechem as cortinas,
ele deve aprender que não foi concebido para amar.

E assim deve-se seguir,
preparando-se sempre para o pior.
Tem de aprender a controlar o que sentir,
doa o que tiver de ser, e custe seja o que for!"

Vazio, o Demônio Poeta.
(termino do poema, 23/08/2005)

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