quinta-feira, 1 de março de 2012

..a vontade do ser real. (parte 4) [fragmentos]

Ao som de um pesado rock clássico, trilha melhor para se dirigir um carro destes não há, eu via as luzes da cidadezinha se aproximando cada vez mais e as estrelas do céu sumindo. As montanhas cresciam e logo estavamos entre elas e passavam rapidamente ao nosso lado, disformes por causa da potênciada máquina.

- Qual é a idéia?
- O que? - realmente, o motor ensurdecia quase tudo.. era maravilhoso.
- O quê vai fazer primeiro? - disse Lucibelle aos gritos perto de minha orelha.

Simplesmente dei de ombros e fiz beiço, não sabia. Não sabia mesmo. Pilotar aquela fera estava sendo pratiacmente tudo o que eu estava querendo fazer e se estenderia o máximo que fosse possível. Era prazeroso ter toda aquela potência e ouvir cada ronco de aceleração. Mesmo preferindo motos, muscle cars sempre foram um facíneo também.
Algumas curvas acentuadas me fazem reduzir um pouco, mas não o quanto eu reduziria caso estivese (estivesse?) acordado e em perigo. Drifts com bastante borracha queimada e sons estridentes irromperam a madrugada em aviso que algo não bom estava chegando à cidade. E eu gostava disto.
Por falta de habilidade acabei por raspar na conteção do penhasco e arranhar a parte direita do carro quase toda, Lucibelli olhou um pouco incrédula para aquilo e voltou com raiva para mim e puxou o freio de mão.

- Tá loco? Você acha que é fácil conseguir um carro desses?
- Ué, vai me dizer que vocês dão valor a bens materiais assim?
- Claro!
- Mas vocês não conseguem fazer?
- Fazer? Você diz, transmutar do nada? Igual mágica? Não... compramos como vocês fazem, n mundo material somos como vocês quando queremos algo. O máximo que posso fazer seria seduzir alguem com muito dinheiro e convence-lo a me dar o que quero.
- Mas entao, você tem casa por aqui? - pergunto um pouco incrédulo no que estava perguntando.
- Sim. Tenho uma casa num condomineo de luxo nos arredores da cidade. É bom para passar o tempo e as vezes ate refletir.
- Como é que é? Você tá me dizendo que vocês precisam de descanço?
- Bem, algum de nós gosta da vida aqui em cima. Mesmo apesar da descrença de vocês e muitas vezes do deboche. Ocupamos cargos e vivemos quase igual tudo o que vocês fazem. Nos misturamos perfeitamente bem quando não usamos nossas habilidades. Vocês nem tem idéia de quem trabalha ao seu lado ou quem lhe vende um carro.
- Quer dizer que existem demônios se passando de humanos aqui?
- É. Algum problema nisso?
- Acho que sim.. já não sofremos demais com falta de empregos e má distribuição de renda no mundo para ter demônios que não precisam disto ocupando lugares de pessoas?
- Não são muitos. Somos raros. Geralmente os de meu tipo, os Negociantes que vêem mais para aprender o que vocês mais desejam e aprender sobre vocês para poderem saber como negociar e até enganá-los quando nos pedem algo. Mas a descrença tem deixad o mercado e a procura bem raras... então alguns decidem ficar por aqui mesmo.
- E constituir família?
- Não. Isso somos incapaz de fazer. Podemos ter o prazer mas nunca procriar. Afinal, nossos corpos ainda continuam sendo mais energia do que matéria. A não ser que possuamos alguem, mas quem geraria o filho ainda sim seria o container e não a entidade.
- Então toda aquela coisa do filho do demônio ser o anti-cristo e que seria a junção dos mundos, um hibrido, ou ate mesmo a simples idéia de híbridos existirem, é descartável?
- Não cem por cento.
- Mas você não acabou de...
- Sim, mas há várias outras maneiras de juntar os mundos e rituais além de sua compreensão. E antes de você falar o que abriu a boca para: não, não há nenhum de nós no poder ou manipulando seus líderes para o mundo ser a ganancia e o egoísmo que é. Isto é de vocês e seus Pecados Capitais, nenhum demônio tem a ver, diretamente, com isso.

Fiquei alguns segundos com a boca aberta sem emitir som. Aquele corte me deixou um pouco sem palavras mas Lucibelli não importou. Até aproveitou para ver o estrago que eu havia feito em seu carro.
Com alguns xingos bem esclamados e alguns olhares raivosos para mim ela se acalma e vem em minha direção.

- Bem, não foi nada demais mas arranhou bastante o lado direito todo.. mas nada que eu não consiga conserto. Bom, agora eu dirijo, chega de barbarices. Se não vamos demorar para chegar la e aposto que você não parará de dirigir esse carro, desperdiçando toda essa noite maravilhosa que fez para si. - e com isso ela me puxara pelo pescoço e me beijara fortementeme fazendo a desejar mais ainda e a levantar para a encaixar em meu quadril.

- Calma, tudo a seu tempo, teve sua prova. - diz me afastando com a mao no meu peito e sorrindo.
- Você... - aceito com um pouco de relutancia e ate rindo um pouco também. Uma das coisas mais afrodisíacas é ser interrompido.

E eu sei que ela seria minha ainda neste sonho.



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escrevendo pouco? talvez...
talvez guardando mais para o proximo post
talvez....
bem, amanha constiua.
.....talvez.

o/

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