Por que, muitas vezes, se quer conhecer pessoas, se nem elas mesmas se conhecem?
Ou quando se quer, nós mesmos não conhecemos a nós mesmos?
Para que precisar tanto de novas companias ou simplesmente fazer novos contatos?
Quando ainda por cima de tudo, as pessoas nunca são as mesmas nunca, sempre estão mudando.
Seja o jeito de vestir, de falar, pensar, andar.. somos todos metamorfoses ambulantes inquietas e insatisfeitas com o que fomos a 3 segundos atrás.
Incontentes com nossas companias e amizades.
Infelizes com o que temos e desejamos.
Sempre cometendo decisões que gostaríamos que fossem apoiadas ou glorificadas, reconhecidas.
Sempre querendo que nos chamem para as coisas e que nos notem quando não estamos por perto.
Contentes quando estamos em compania que quando longe parecemos descartar.
E para que isso tudo? Para que essa labuta por reconhecimento, por pessoas, por colecionar companias e opiniões e elogios e brigas e sofrimentos...
..simples: para viver.
Dizem que se você não tem cicatrizes (físicas ou emocionais) é porque não tem experiencias que valeram mesmo a pena passar por. Ou se quer viveu.
E isso é uma das verdades da vida.
Mas precisa mesmo passar por isso tudo? Bem, sem uma mente centrada e ocupada, não há escolha.
Mas quando você faz por onde que as coisas sigam bem, ou quando elas seguem simplesmente, a vida fica bem simples e certa. A não ser que você escolha complicar tudo.
Recentemente conversei disso e chegei a confirmação, por parte minha, que realmente tudo é exato e sofrer sempre é uma opção.
Não que você vá escolher sofrer. Eu disse opção, não decisão.
Claro, também não disse que é fácil de se abster das coisas. Para tal força você tem de estar num curso bom de sua vida com os projetos em pratica ou simplesmente não estar parado.
Ter algo para se concentrar e valvulas de escape para o extresse.
E pode-se escolher não sofrer.
É simples assim sim.
E com isso, ou com uma mente forte e centrada apenas, tudo vira "sim ou não" e tudo tem 50% de chance de acontecer ou não.
Preto no branco.
Há quem diga que "sombras de cinza" são necessárias na vida, mas elas também são uma opção.
E quem é melhor para dizer que minha escolha de viver em simplicidade está errada ou certa?
Talvez seja robótica, mas analizando discordo disso. É apenas completamente simples.
Eu conegui o emprego? Não/Sim
Ela gosta de mim? Não/Sim
Isso me machuca? Sim/Não
Aquilo me faz mal? Sim/Não
Devo persistir? Não/Sim
Devo recomeçar? Sim/Não
Devo engolir sapos ou agradar quem não me agrada? Não/Sim
Preciso conversar com quem não gosto? Não/Sim
e após a infinidade de perguntas, opções e definições, no final, teria talvez uma:
Devo mudar?
Aí o máximo que seria diferente seriam os "sims" ou "nãos" das perguntas.
Mas a base de tudo é isso.
Mas, agora, se quer agradar a todos, se quer ser notado e que todos olhem por você, daí as 'sombras de cinza', os 'talvez', sejam necessários.
Só que aí é escolha sua também.
Eu digo que tenho querido menos e menos conhecer pessoas novas (como se isso já não fosse de meu feitio), quanto mais agradar a todos. Mesmo os que ja conheço sei que grande parte não merece isso, muito menos de minha parte.
Mas é inevitável se conhecer pessoas novas e talvez querer agradar a pessoas que não merecem. O ser humano tem essa cisma muitas vezes.
Mas nem todos. Há aqueles que so querem viver as suas vidas e no máximo estar na compania dos que realmente importam para si e estão pouco se fodendo para o resto. Mesmo esse resto todo se importando com ele, ou não.
Bem, o texto de hoje fica por estas linhas finais.
Sei que sou ganancioso para querer deixar de lado tudo, mas quando o material começar a ultrapassar o emocional, bem, me desprenderei de todos e os que importam de verdade, sei que caminharão comigo sem que precise puxá-los.
Até lá, a todos que nunca mais verei.
o/
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