sábado, 31 de março de 2012

normalidade costumeira. [fragmentos]

Tarde da noite e não consigo ter foco. Não consigo fechar os olhos e mante-los assim para tentar capturar o tão apreciado sono.
Meu cerebro simplesmente não desliga.
Me levanto e sento na cama por um tempo sem ter nada em mente mas com ela funcionando em alta voltagem. Parece que penso em tudo, mas sem ter nada passando em foco.
Esfrego o rosto e passo a mão nos cabelos para tentar afastar essa sensação ruim e me levanto da cama. Ligo a luz e saio do quarto para tomar um copo d'agua ou talvez algo mais propicio a se fazer o ritual para dormir.
Abro a geladeira: água, leite, carne, arroz, feijao.. tomo um pouco de agua e pego o leite, mas logo penso melhor e coloco devolta. Ao ver o armário, sei o que vou fazer.
Troco o pijama, que na verdade sao roupas mais rasgadas do que o normal, e pego uma garrafa de Jack Daniels de minha reserva particular em meu quarto, um copo na cozinha e as pedras esculpidas em cubo dentro do congelador, para calibrar a primeira dose. Ja a sirvo ali mesmo, de frente à geladeira.
Pego minhas chaves e saio de casa. Nada como o ar da madrugada e a calmaria da praça ali perto.

sexta-feira, 30 de março de 2012

..mais uma fantasia do romantismo que eu queria que fosse. [fragmentos]

...já são quinze paras quatro, não tem como voltar atrás agora. Cada um já fez sua parte e está em seu caminho, se eu fosse desistir deveria ter feito a pelo menos uma hora, uma hora e meia atrás.
Mas eu iria desistir? Creio que não.
Ao avistá-la abro um sorrizo e quase não consigo me conter, mas olho para alguma coisa aleatória e me ponho a ir em sua direção, torcendo para que me visse antes de passar por ela. E por sorte (não tanta, não tenho um corpo muito 'discreto') ela acena, mas finjo estar concentrado em algo e aproveitando os fones de ouvido a ignoro. Então ela fica na linha da minha visão, acena mais forte e grita meu nome. Meio relutante e parecendo que não ouvi ou a vi, retiro um dos fones devagar com cara de quem está procurando algo e foco meu olhar nela, abrindo o semblante como se realmente a tivesse vendo apenas agora.

- Uai, que você ta fazendo por aqui?
- Eu vim encontrar o William, ele me mandou uma mensagem pedindo pra encontrar com ele ali perto da praça de alimentação. E você, passeando?
- Não.. eu vim resolver uns assuntos. Na verdade vim resolver O assunto que ta me atrapalhando ja.
- E qual é? .. mulher né?
- Tá tão na cara assim?
- É que você sempre reclama disso, não me lembro de ter reclamado de outra coisa que tenha de ser resolvida assim, com tanta vontade.
- Bem.. então acho que vou seguir por que meio que bolei uma maneira de dar um golpe crítico na coisa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

vomitando letras.

..para sentir-se só, apenas basta estar acompanhado. Não consegui entender muito bem quando me foram ditas essas palavras, mas depois de tanto sofrer as entendo perfeitamente bem. Ando em multidões e participo de milhares de festas e comemorações, mas nunca me sinto acompanhado. Não como sentia.
Talvez isso seja uma defesa minha ou apenas estou desacostumado. Talvez esteja carente.
Não digo que sou sozinho, sei que tenho amigos mas... eles também tem suas companhias. Não há alguém como eu, esse é o problema.
Ou o problema seja apenas eu.
Não que eu me sinta triste ou esteja entrando em depressão, mas eu não sinto e vejo as coisas como antes estava vendo. E não sei se eram assim antes. Antes de tudo me ser percebido com mais intensidade.. antes de te conhecer.

segunda-feira, 26 de março de 2012

liberdade. [fragmentos]

..corro, acelero e corro ainda mais. Sinto o ácido exalado de meus pulmoes e corroer a musculatura de minhas coxas. Mas não paro.
Não enchergo quase nada que passa por mim, apenas deduzo o caminho e tenho sorte de não errar.
Corro mais e parece que não vou continuar, mas a cada passo e a cada impulso de meus pés ainda sim me mantenho na corrida, sem vacilar.
Parece que estou chegando em algum lugar, o ar começa a queimar minhas narinas e o cerebro começa a tomar as providencias para encerrar essa loucura. Mas eu não paro.
O suor cai em meus olhos e queima como soda caustica.. resisto e continuo. Não posso parar.
Raduzo um pouco o ritmo para desviar de algumas coisas e dar alguns saltos rapidos pelo terreno irregular e logo que chego em algo relativamente plano e direto, volto a acelerar e exigir mais e começo a ficar tonto. Mas não paro mesmo.

domingo, 25 de março de 2012

poucas palavras, que se dane.

..o principal de tudo é estar bem consigo. Faça o que for, destrua o que quiser, se sua mente permanecer tranquila, foi a escolha certa.
Não pense nos outros, a não ser que a opinião de terceiros te seja tão importante.
O egoísmo faz parte da vida de todos, mas não precisa ser um filha da puta para se sentir bem. Se precisar, que não seja um "amigo" meu. "amigo" pois para mim, filhos da puta não são amigos.
Faça e aconteça, perca e se machuque.
Machuque os outros.
É cliche, mas são verdades.
Sem cicatrizes, quer dizer que não se viveu.
No erro é quando mais aprendemos.
E por fim, o tempo tornará tudo engraçado e ridículo.

Fim.

sábado, 24 de março de 2012

acontece.

..dai as verdades veem à tona. O alcool começa a te dominar. Faz-se o que? Simples, deixa estar, vive e não se importa.
Ve-se pessoas conversando seirio com outras, destino estão sendo resolvidos mas não serão relembrados no dia seguinte ou serao arrependidos, com a reza para que não sejam relembrados.
Resoluções de problemas e ajeitamentos de vida sao traçados, mas na verdade são apenas epifanias e realizações de um futuro conturbando que se acha que foi resolvido apenas por não se estar pensando direito.

inspiração adquirida. [fragmentos]

..as tropas estão perdendo todos os combates, os armamentos estão falhando e parece que a moral dos homens está baixa. Não sei mais o que fazer, parece que tudo esta perdido, mais alguns ataques e seremos dizimados do mapa. Rogo aos deuses para que a sorte venha até nós, dizem que deuses não jogam dados mas peço que os valores melhorem. Mas parece que perdem o foco em nós. A guerra é uma cruel e impiedosa amante... e com isso começo a ver um raio de esperança.
Conquisto alguns pontos estrategicos e mantenho-me na retaguarda, apenas avançando o que devo e deixando pequenas tropas de isca para ataques mais do que previsíveis.
Como uma sombra, apenas veo as coisas acontecerem e junto recursos e defesa, a hora certa do golpe logo chegará e creio conseguir um golpe bem forte ao regressar ao combate de peito aberto.

sexta-feira, 23 de março de 2012

..o dever.

Abro o caderno, rabisco o que me vem em mente. Saem coisas caoticas, apenas traços sem definição e contornos malucos. Começo a esboçar algumas palavras, algumas formas, alguns objetos.. rasgo a folha e tenho uma planilha branca a minha frente novamente. Faço uma marcação, começo um escorço e dou definição. Começo a completar a cena, alguns detalhes, uma árvore, um piso, algum caminho, pássaros, mais pessoas... percebo que não esta nada com o que planejei e imaginei e amasso esta folha também. Recomeço com um desenho de um olho, alguns traços, pontos de fulga, detalhes e.... denovo não.
Mais e mais folhas sao rasgadas, rabiscadas, amassadas, emboladas... e nada. É, esta complicado.
Com bastante paciencia, após terminar uma paiságem, a completo com pessoas e animais.. consegui concluir finalmente.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Minhas sinceras desculpas.

Não é ficção ou um simples texto, são desculpas reais.
Revi todos os textos do blog e percebi que muitas vezes simplesmente escrevo ou publico para "me safar da responsabilidade" pois, como foi dito aqui já (em um comentario) não é fácil escrever, quanto mais 1 texto por dia.
O problema é que se não for escrito, no outor dia terão de ser dois textos pois se não, sempre havera um a se acumular.
Venho aqui pedir desculpas até por textos simplórios e "trapaças" futuras que virão, pois terão de vir sim. Como eu disse (desta vez em um texto) a capacidade de se pensar vem sendo reduzida e as idéias acabando. Escrever algo, e com alguma qualidade, é bem complicado e eu acho que começo a entender quando me falam "mas eu não consigo/sei escrever". Estou chegando, talvez, nesse degrau da capacidade (ou a falta dela).
Tenho alguns contos para dar prosseguimento e algumas coisas que posso dissertar por aqui, mas falta aquele impulso que tenho em toda obra feita com a certeza do que estou fazendo.
Até mesmo nesse texto, que era para ser apenas uma "carta" de desculpa a todos que leem, leram ou lerão, sinto essa força a me guiar em cada palavra.
Mas ela as vezes não vem.

terça-feira, 20 de março de 2012

..apenas palavras. [fragmentos]

Três minutos para a meia noite, o tempo estava quase voando nessas ultimas horas.
Os acontecimentos desse dia, todos, estavam conduzindo para o meu esperado acontecer. O problema é que um medo me prende.
O medo de me relevar, de me expor.
Mas as coisas tem de mudar e eu quero essa mudança.
A bebida faz seu efeito mas infelismente em mim me deixa mais apreensivo e agressivo do que o normal, ao invez de menos inibido.
Com isso eu costumo fugir como um animal encurralado, buscando a própria sobrevivencia.
Que tolice.
As pessoas se divertem la dentro, enquanto eu fico aqui, na chuva, no frio, sozinho, com essas refleões a me assolar.
Sempre as mesmas reflexões e confusões de um estígma idiota de um rotulo que me fiz e aceitei, sabe-se lá o por que. Provavelmente para se vangloriar ou parecer diferente dos outros. Melhor.
Eu sei o que quero, sei como mudar mas essa luta interna pelo "nao ser comum" nunca me deixa. O pior que sei também que sou comum. Todos somos.

sobreviver. (parte 1?) [fragmentos]

- ..cancei de sempre ter de explicar e justificar tudo. Nunca enchergam o que reamente importa, apenas as falhas para nos jogarem na cara. Não se importam em aliviar a nossa carga, apenas jogam a deles em cima e sempre esperam que aceitemos e resolvamos o qual for o problema. Nunca dão valor ao sacrificios que fazemos ou as responsabilidades que tomamos para nós, e isso mata quem somos golpe por golpe. - com uma pausa para olhar em volta e cuspir um pouco de saliva, continuo - Como sei disto tudo? Não é de agora que eu tinha compania. Vocês me encontraram sozinho mas eu venho de vários grupos, dos quais salvei a vida de muitos antes de simplismente correr para salvar a minha. No final sempre é a mesma coisa, cada um por sí, e não venham me lançar olhares de reprovação ou acusação, e nem tentem me julgar, sei que cada um aqui, sem escapar ninguem, faria sempre o mesmo. Sei pois conheci todos os tipos em minhas andanças e também mudei completamente em todo meu percurso ate chegar aqui, com vocês. Eu era um visionário e um otimista, como os de vocês que me condenaram por saber que sobrevivi deixando outros morrerem. Pff.. esperem ate terem uma horda no seu encalço porque as pessoas não te escutaram e você vai começar a entender tudo o que eu penso.

segunda-feira, 19 de março de 2012

..futuro ou apenas conto? [fragmentos]

- Seus dois e cinquenta de troco senhor.

Eu estava aéreo até agora com a notícia. Depois daquelas palavras, eu não conseguia focar em nada.

- Ah, obrigado. - disse retornando e pegando as moedas com a atendente do bar.
Tive de parar para tomar umas cervejas e tentar reciocinar melhor. Ou apenas raciocinar.. as mesmas palavras eram o que vinham em minha mente. Sempre as mesmas palavras dando a novidade.

- TÁ MALUCO CARA?! SE QUER MORRER ESCOLHE OUTRO CARRO! - diz um motorista furioso que quase causou um acidente para nao me atropelar, pois eu estava atravessando a avenida sem olhar nada. Sem nem ao menos saber que eu estava atravessando.

Eu apenas andava sem rumo, sem saber o que estava fazendo, sem conseguir focar a visão. Na verdade, a visão não estava ativa, apenas os olhos abertos visando o chão mas sem enchergar.
Eu andava no automatico, as pernas indo para frente e para trás apenas, sem distinção de velocidade ou trajeto.

- Seu mal educado! - esbravejou uma mulher, devia ter seus vinte e sete anos, por eu ter trombado fortemente com ela e a feito sentir o ombro machucado. - Seu idiota! - tentou ainda ver se dava atenção mas após ver em que havia batido, simplesmente voltei meu olhar para o chão e pressegui a caminho sem sentido. Talvez ela tenha continuado a gritar, talvez tenha ficado mais indignada e prosseguido com seu dia ou tanvez até tenha entendido que aquele homem não sabia nem quem era naquele momento e me perdoado. Ou me taxado de bebado/drogado.

sábado, 17 de março de 2012

..palavras antigas por momentos passaveis.

eu quem sou?
que se dane quem sou eu ou quem vou ser ou deixei de tentar aparentar

que se danem todas minhas tentativas de passar a ideia do que eu queria parecer ser, e que se fodam todas minhas futuras poses diante do que eu quero me mostrar
que se dane tudo e todos, e que se ferrem, aos montes, as coisas que aconteram
que venham as coisas que estão por ir e que virão sem trégua
pois a verdade é essa, o momento será agora, aquele que foi o que será daqui a alguns segundos

sexta-feira, 16 de março de 2012

...a introdução que nunca veio.

o que eh isso?
o que? será o que?
o que será isso?

alguns perguntam: é um palhaço?
nada disso...
outros se indagam: é isto um mímico?
penso que também pode-se ser...
mas não..
não isto, meus caros...
o que voz mostro, é um simples Pierrot...




ah.. mascarado sofredor...
prossiga, de tua maneira,
meu caro pierrot..
pois este inferno é o teu!

quinta-feira, 15 de março de 2012

exaurir na falta.

Sobre o ultimo texto sobre exaustão, a idéia que pretendia dizer era a que seguira com as próximas palavras:
Será que chega um momento em que a criatividade chega a um certo fim?
Não como ja disse em Bloqueio mas no quesito de término mesmo. Como a fonte que se esgota pois o suprimento de água acabou, ou o último biscoito do pacote.
Será que há como "buscar outro pacote" para manter a critividade e a imaginação fluindo?
Estou sentindo que estou chegando nesse limite, de certa forma. Mesmo enrolando e usando textos já escritos para 'descançar' e deixar a preguiça vencer, as vezes simplesmente paro com a tela do novo post aberto, em branco, me encarando de volta e.... não consigo pensar em um inicio.
As vezes veem algumas ideias e já algumas palavras, mas um inicio falta e entao as coisas se dissolvem e desaparecem em minha mente.

..as sombras colossais de um desejo. (parte 2) [fragmentos]

primeiramente peço 'desculpas' a todos que leram a publicação da primeira parte deste conto, pois mudei o nome do cavalo para Visage hoje afim de pensar em criar algo diferente do que simplesmente reproduzir com palavras o jogo Shadow of the Colossus.
O nome dele é Visage agora. Ainda bem que o resto foram apenas explicações.
Bom, agora, ao texto:
_______________________________________________________________________________

Horas intermináveis a cavalgar no Sol escaldante, finalmente avisto o que parecem ser ruínas disformes pelo vapor que sobe do chão. O calor está intenso e não tenho mais água em meu cantil. Rogo para que não fosse delírio o que estava vendo e para que ao menos exista algo para beber por lá.. se não não tenho certeza se conseguirei retornar.
Olho para cima e calculo que o dia já passara de sua terça parte, logo escureceria. Mas este logo demoraria demais e, apesar de estar quase desidratado, preciso da luz para encontrar meu alvo.
Peço pelas últimas forças de Visage para que ele passe do trote para uma cavalgada amis rápida para chegarmos á sombra ao menos para que eu possa pensar no que fazer.
Me deixei cair da montaria assim que chegamos à sombra do que parecia ser a entrada de um templo. Ali o sol não alcançava diretamente, apenas com seu reflexo no chão e nas paredes, o que fazia aquela entrada estar levemente fresca e completamente aconchegante. Ate mesmo Visage deita para resfriar um pouco seu corpo. Alguns minutos se passam e eu me recomponho, não tenho o luxo de ficar parado se quiser terminar a minha busca.

terça-feira, 13 de março de 2012

Exaurido.

..ultimamente tenho me sentido assim.
Não tanto fisicamente, mas parte mentalmente e espiritualmente.
O problema é que não tenho feito o bastante para poder estar tão cançado.
Brinco as vezes em ser a idade, mas estou ainda em meus melhores dias. O final deles, mas ainda neles.
Mas vejo que não é apenas comigo. Percebo que a geração inteira costuma estar cançada, querer dormir a tarde, cochilar mais a noite e, se possível, dormir 10 horas por dia. Ou até mais.
Tentei buscar na minha memória como eram os dias em minha infancia q adolescencia e, salve engano provavel pois minha mente nao tem sido lá de muito se confiar, não lembrei de querer sempre estar dormindo ou querer dormir, cochilar e/ou estar cançado sempre. As gerações seguintes se sentem muito mais cançadas.
Eu lembro de acordar cedo quase sempre, de me manter acordado o dia todo jogando ou fazendo algo e conseguir dormir tranquilamente a noite. Mas e hoje em dia? Que mal que assombra assim essas gerações e que, aparentemente, suga também a minha energia?

..novas descobertas.

Por que, muitas vezes, se quer conhecer pessoas, se nem elas mesmas se conhecem?
Ou quando se quer, nós mesmos não conhecemos a nós mesmos?
Para que precisar tanto de novas companias ou simplesmente fazer novos contatos?
Quando ainda por cima de tudo, as pessoas nunca são as mesmas nunca, sempre estão mudando.
Seja o jeito de vestir, de falar, pensar, andar.. somos todos metamorfoses ambulantes inquietas e insatisfeitas com o que fomos a 3 segundos atrás.
Incontentes com nossas companias e amizades.
Infelizes com o que temos e desejamos.
Sempre cometendo decisões que gostaríamos que fossem apoiadas ou glorificadas, reconhecidas.
Sempre querendo que nos chamem para as coisas e que nos notem quando não estamos por perto.
Contentes quando estamos em compania que quando longe parecemos descartar.
E para que isso tudo? Para que essa labuta por reconhecimento, por pessoas, por colecionar companias e opiniões e elogios e brigas e sofrimentos...
..simples: para viver.
Dizem que se você não tem cicatrizes (físicas ou emocionais) é porque não tem experiencias que valeram mesmo a pena passar por. Ou se quer viveu.

segunda-feira, 12 de março de 2012

wretched jail

where is this darkness where I awake?
where is the light, 'cuz I can't see.
to wich way do I start seek
I try guess to what it may lead
and what the fuck all this means?

and why are all the lights gone?
who was the damned that turned it off?
I try to find some path to walk

domingo, 11 de março de 2012

Last Rope

where to turn??
whom to face?
i'm felling i'm loosing it again

why not feel
whose's gonna tell
the words that everyone wants to hear

that everything is gonna be alright
that everyone has their half
that the storm allways past, and then
the sun will shine again.

sábado, 10 de março de 2012

olhe, absorva e reproduza

..tudo é uma copia, de uma cópia, de uma cópia..
Não, não me refiro à insonia, quanto menos a Clube da Luta.
O mundo é apenas uma vida de cópias que todos fazem de algo ou alguem para se tornarem únicos.
O inicio dos tempos que foi a época de criação, principalmente que a informação não era tão instantanea e acessivel como nos tempos atuais, por isso a criação pura era mais comum. Mas mesmo assim, duvido que o que se criava ja nao era copia das coisas que se viu, experimentou, existenciou, ignorou.
Não digo que não existam mais criações puras, mas elas são raríssimas. Isso se é que existem. Não disse ainda que não existem, apenas que duvido um pouco.
Mesmo filmes originais, roteiros, textos, histórias, desenhos, músicas... tudo, na verdade, é criado com base na experiencia do criador. De certa forma, isso é uma cópia do que se viveu.. então, não é criação pura.
Será mesmo que existiu alguma criação pura na historia da existencia?

quinta-feira, 8 de março de 2012

o rodapé da vida. [fragmentos]

Fico a observar o copo vazio enquanto o barman volta para enche-lo com outra dose. Parece que consigo ver em camera lenta a pequena cascata que se faz do bico do dosador ate o fundo do copo, que vai mudando de cor e ganhando volume ate chegar na medida certa, quatro dedos, puro, sem gelo.
Ainda fico a observar o copo, a admirar aquela simplória mas bela visão. A iluminação, o ar levemente enfumaçado, o reflexo invertido e disforme do mundo na bebida e no vidro. Me vejo viajando para tempos passados novamente, a mente a buscar as coisas que não tem volta. Se é que ja tiveram algo real um dia.
Penso em Clint e como ele me ajudou com aquele maldito Dominick e seu complexo de inferioridade, mas extremo senso de justiça. Bebíamos um belo whisky que havia encomendado direto do Texas para me sentir bem imerso naquilo tudo. Ajudei em cada decisão que deveria ser tomada e até contra a vontade de Dominick, pessoas tiveram suas vidas tiradas pelas balas do revolver de renegado que ele portava.
Pego o copo e me lembro como se fosse hoje o ultimo gole que tomei antes daquele tiroteio que matou seu irmão caçula, de quem tanto tinha afeto, e o fez perder de vez a sanidade e ter a sede de sangue para dizimar toda aquela vila do condado de Western Spring, habitante por habitante, tiro por tiro, até que suas balas acabassem e ele corresse de encontro à guarda municipal com rifles em mãos, com apenas uma faca na boca e um facão empunhado. Lembro de ver seus olhos perdendo o brilho e ele tentando enchergar por dentro de minha mente, para tentar entender o que eu era. Entender o que ele era.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Dois tiros.. bang bang. [fragmentos]

A calmaria da cidade deixava as coisas sempre piores nessa situação. Podem achar que é melhor não se ter distrações, mas com o silencio até um espírro ganha proporções gigantescas e atrapalham mais que um alvoroço de feira.
A rua deserta empoierada aguarda-nos sedenta por sangue novo.. parece um demônio que ludibria suas vitmas para sua garganta voráz por almas estúpidas.
O relogio toca lembrando que faltam 15 minutos para alguem morrer. As badaladas ecoam estrondozamente por toda a extensão da pequena cidade, fazendo as casas tremerem e parte da areia acumulada pelo vento se desprender das fissuras das construções, cançando mais a vista do que o normal por fazer uma nevoa poeirenta que seca tudo que toca, principalmente os olhos.
Cubro com o poncho minha boca e nariz e abaixo o chapeu para tentar proteger um pouco os olhos e fico observando a rua. Sabia que ele também estava fazendo a mesma coisa, esperando esses 11 minutos passarem para se revelar e tentar nao perder a vida, assim também como eu.
Ambos somos dos melhores atiradores da vila. Quem diria que dinheiro pudesse comprar a morte de um de nós dois... ainda mais dinheiro sujo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

evitar inevitavelmente.

Falhas.
A perfeição não admite.
Um pequeno risco, uma cor diferente do que se deveria ser, um erro de escrita, por mínimos que sejam, são falhas.
Acrescentando ou não valor ao planejamento final, se é uma imperfeição.
Mas a perfeição é algo inatingível e algo para se inspirar ou tentar alcançar. Algo para sempre você estar buscando para sempre se aperfeiçoar, na tentativa de atingir. Mas nunca se chega.
É idéia infinita e satisfação almejada.
Ou não.
Ou não pelo simples fato de que nem todos a querem ou se quer a buscam.
Há pessoas, inteligentes as considero, que não se importam com falhas. Com nenhuma delas.
Sabem o valor de cada coisa, esforço, tentativa.

A falha inevitável.

Durante todo esse tempo de blog eu venho falhando mas remedeando o máximo que conseguia para atrasar o fuso horario do blogger para não ter perdido o dia de postagem, ou postando textos antigos já escritos para não ter de pensar ou escapar do bloqueio.
De certa forma eu já vinha falhando com o projeto mas, me enganando ou não, vinha mantendo fiel nos registro as datas, dia por dia, do progresso do que prometi.
Mas ontem a falha fatal ocorreu.
Cabeça cheia demais, cançasso por causa de finais de semana fazendo faxina para a mudança de moradia que vai acontecer em breve, tentando resolver o problema do maldito roteador wireless para tentar compartilhar a conecção com os que já estão a morar aqui na casa... tudo falho.
No final de tudo, um cansaço extremo tanto físico quanto mental veio a mim e, mesmo se a procrastinação não tivesse sido feita, eu haveria de esquecer do meu compromisso.
Talvez se eu tivesse mais seguidores ou se eu tivesse mais recompensas por este recanto de publicação, talvez eu teria me lembrado... talvez se alguem tivesse me lembrado... talvez se eu tivesse uma regularidade maior em um horario mais acessivel para ter mais seguidores ou alguem a me lembrar que não postei..
Mas aconteceu.
O quarto dia do terceiro mês ficará, provavelmente, uma lacuna em todo o esforço contra a falha.
Tudo possui uma falha, nada é perfeito.
As trapaças que usei serviram de máscaras para adiar até ontem o que é inevitável.
Talvez eu consiga de alguma forma mudar isto, modificar a data do blogger, mas acho muito dificil.
Então o primeiro texto de hoje (que cobrirá a falta no somante de 366 fanais), será apenas sobre isto.
E dizer que tentarei manter a impecabilidade daqui para frente, mas eu acho que falharei mais.
Pois podem não haver coisas perfeitas e sem falhas, mas depois que algo impossivel de ser mascarado acontece, a probabilidade de continuiar a acontecer cresce. E muito.

Bem, é isto. Começarei a produzir o texto de hoje.

sábado, 3 de março de 2012

..equilibrio.

Creio eu que tudo e qualquer coisa neste mundo existe para se manter um equilibrio "mistico" entre tudo que existe. Como para uma carga negativa somada com um equivalente positivo (cientistas de plantao, poupem quaisquer correções por favor. só quero dar um exemplo) se tem uma carga neutra. Más ações não necessariamente surgem ou são feitas para se equilibrar boas ações de um passado ou que se possa fazer em um futuro, mas sim para equilibrar o momento de tudo.
Tudo é regido em momentos. Se você parar para pensar sobre isto, verá que sempre o que se é é mutado por algum fator temporário, rápido ou não. Mas se é mutado.
Por isto o 'ser' e 'estar' são coisas tão dintintas, mas iguais, pois, quando você 'está' triste, em todo o tempo que permanecer assim, você será triste ate mudar.
Complexo demais para tratar deste asunto, ainda mais em meu atual humor e estado de espírito e mental. Talvez trate outra hora.
Retornando ao assunto principal: o que eu penso ser uma Verdade é que se se fosse possível medir a "carga" do mundo entre positivas e negativas, talvez não só do mundo, de toda a existencia, e se somasse tudo, tenderia à neutralidade. Caso estiver tendendo para algum 'lado', as novas ações que se prosseguirão farão com que tudo fique neutro, ou tenda para o outro lado, afim de que outras ações sejam feitas para que toda essa roda de eventos continuar a girar.

..apenas palavras.

Na tarde ensolarada, com Sol em pico, o calor transborda por todos os lados em ondas de fogo invisível a nos açoitar os sentidos. O tato, o paladar, o olfato.. apenas a visão e a audição não são castigadas, não diretamente.
A boca seca e tenta salivar, ficando pastosa. As narinas se ferem com o ar seco e a poeira que rodopiam com a brisa morna a passar. A pele mela e molha com suor que seca e logo retorna para abrandar a temperatura. Sal por toda parte. Poeira por toda parte. Cansaço em toda parte.
A vida tem sido assim a cada dia que se passa. Sem perspectiva, sem ânimo, sem nada. Apenas jogos e perda de tempo. A vontade de se fazer algo é mista com uma preguiça e desanimo por vários fatores e qualquer iniciativa é enforcada com o aviso que o jogo vai começar. Qualquer resolução do que se fazer muda de acordo com o chamado de alguem para algo, mas logo até o que se foi chamado para se desanima em se fazer. Esse depressão é a mais perigosa, pois não demonstra ser o que é. Você se sente entorpecido mas não ve tanta diferença. Até pensa em ter animo para fazer algo, mas na verdade esta se enganando, sabe no fundo que está preso e estagnado a algo que lhe faz mal.

quinta-feira, 1 de março de 2012

..a vontade do ser real. (parte 4) [fragmentos]

Ao som de um pesado rock clássico, trilha melhor para se dirigir um carro destes não há, eu via as luzes da cidadezinha se aproximando cada vez mais e as estrelas do céu sumindo. As montanhas cresciam e logo estavamos entre elas e passavam rapidamente ao nosso lado, disformes por causa da potênciada máquina.

- Qual é a idéia?
- O que? - realmente, o motor ensurdecia quase tudo.. era maravilhoso.
- O quê vai fazer primeiro? - disse Lucibelle aos gritos perto de minha orelha.

Simplesmente dei de ombros e fiz beiço, não sabia. Não sabia mesmo. Pilotar aquela fera estava sendo pratiacmente tudo o que eu estava querendo fazer e se estenderia o máximo que fosse possível. Era prazeroso ter toda aquela potência e ouvir cada ronco de aceleração. Mesmo preferindo motos, muscle cars sempre foram um facíneo também.