terça-feira, 17 de abril de 2012

Vermelho sangue, era branco. (parte 1)

-.. ei você, garota da capa, aonde vai?

A menina para aflita olhando para os lados, mas nada vê. Será que era coisa de sua imaginação? Espera um pouco e não ouve mais nada. Volta a andar, mas com cautela.
Das sombras, novamente aquela voz volta a perguntar:

- ..ei garota! Não me ignore! Aonde vai passando por aqui?
- Quem está ai? Se mostre! Fica a espreitar uma simples menina na floresta?! Que tipo de covarde faz isso?
Um silencio aterrador cai sobre o lugar.. o vento sopra levemente grama e folhas caídas. Mais nenhum som pode ser escutado... o coração da jovem começa a acelerar.

- Pare com essa brincadeira! Não tenho nada aqui comigo, não adianta vir me roubar.

Faz-se silencio mas logo a voz retorna, zombeteira:
- E quem disse que eu quero roubar? E também quem disse que eu quero dinheiro? Heeheehee...
A risada lenta e medonha faz passar uma sensação gélida por toda a espinha da garota, a fazendo estremecer e se contorcer um pouco.. aquilo a estava deixando com medo, mas tinha de manter a calma pois sabia que demonstrando o medo, seria alvo fácil.. se mostrando forte, talvez desistisse, quem a abordava das sombras.

- Se você não tem mais nada o que falar e nem vai aparecer, me de licensa que vou voltar ao meu caminho.
- E qual seria esse caminho?
- Não te interessa.
- Ooohhh brava a donzela.. não sabe que posso ser um grande homem mau com uma faca?
- Se você fosse fazer algo comigo, ja teria feito Ja teria se mostrado.. deve ser só um pervertido excitado com garotas indefesas solitarias. Passar bem! - estas ultimas palavras quase sairam tremulas.. percebeu que talvez tivesse cometido um erro, mas agora era tarde.
- Garota.. não sei se a mato aqui ou se espero chegar onde vai. Mas em todo caso, gostei de você. É atrevida e passa força... apesar de ter medo exalando de todo seu corpo.

Isso a fez estremecer completamente. Quase solta um grito, mas se conteve. Achava que era um blêfe aquilo.. e mentêve-se firme. Se pôs a caminhar novamente.
Algum tempo passado e parecia que o dono da voz realmente a deixara em paz.. mas algum galho se quebra em meio às arvores e a garota para. Olha em volta e para o lado que veio o barulho. Força a vista... e nada. Então ela bola um plano e dispara em corrida, zigue-zagueando por algumas arvores e se esgueirando por troncos caídos ate que.. desaparece.
Podia se perceber um alvoroço mais forte acontecendo em alguns lugares. Parecia alguma coisa procurando por algo.. em aparente inicio de desespero. Logo um urro quebra aquela quietude e vários xingos varrem o lugar. Ela não consegue conter uma rizada e então tudo aquieta novamente. Sera que o riso a denunciara? Mas ele estava longe! Como?!

- Gaaaroootiiinhaaaa.. aonde você está? Posso te ouvir... posso te cheirar! Acha que alguém consegue se esconder de mim assim? Já vou te encontrar! E quando acontecer, você já era!

Então ela teve medo. Seu coração dispara, a respiração fica apressada e começa a suar frio.. o desespero começa a tomar conta e cresce a cada "esta AQUI!" que ouvia antes de galhos se partirem e moitas serem rasgadas. Seria esse o fim? E ela nem sabia quem era aquele e por que estava fazendo isso. Claro, motivos não são necessários para certos tipos.. o que a deixava mais temeroza ainda.
Aguardou ser descoberta em seu esconderijo rezando para que sua morte fosse rápida.. pensou em morder a lingua ou fazer algo para se matar, mas era tarde e não teria coragem...
...agora... era esperar...

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