Estamos todos aqui, a nos embriagar e a curtir, falando embolado e rindo dos tropeços daqueles que acham que estão sendo engraçados.
Cada mesa tem seu grupo que se diverte e se despede, daqui partiremos cada um para seu destino logo cedo, quando o sol começar a levar embora toda a sensação de festança por avisar que a obrigação nos chama. Nosso dever será traçoeiro e perigoso, sem nem ao menos sabermos se voltaremos vivos.
Apesar disto tudo, a recompensa não será em mero ouro, mas em glória e gemas preciosas de varias cores e cobiças... apenas rogo para não serem todas vermelhas demais.
A cobiça será o pior inimigo de todos! Dizem que o tesouro que cada aventureiro anseia em encontrar, leva uma maldição pela sua beleza e valor.. todos o querem apenas para sí, não se satisfazendo em compartilhar se quer uma peça da prata mais fosca que seja. As lendas dizem que o Rei que o pilhou foi amaldiçoado pelas almas daqueles que matou, principalmente de uma feiticeira que estuprou e esnobou a aparente fraquesa de sua magia diante da sua Lâmina Real. A feiticeira aceitou ser violentada para passar à alma do rei a maldição de nunca se saciar e sempre desconfiar de todos e tudo.. rindo após ouvir as palavras, um pouco temeroso pois os ventos mudaram gelidos fazendo as tochas tremularem sombras estranhas pelo comodo, o rei ainda a cortara a lingua para que não pudesse mais pecar contra sua santidade.
Ah.. tolos homens com confiança demais! Acham que apenas por muito do que se fala da magia serem historias todas serão.. logo após dilacerar a feiticeira, o rei ja começara a cobiçar ate mesmo uma bandeija de prata polida que ela usava para fazer previsões. A tomou sem exitar e, lançando um olhar de medo para a vil criatura, saiu de sua cabana para voltar ao seu castelo.
A risada dela ecoaria para sempre toda noite em sua mente, incalavel e indissimulável a atormentar seus pesadelos.
Então começou a caça por toda terra pelas riquezas.. sempre a procura de algo. Sempre a saber que todos deveriam morrer pois estavam escondendo.
Ate que um dia, um totem de adoração pagã de alguma divindade muito estranha, feito em ouro e prata maciços, adornado com pedras e madeira fina, algo majestoso em uma vila simples onde a cobiça se quer deveria ter chegado, caiu em sua visão.. seria aquilo que tanto procurava?
Estranhamente ao tocar no totem, sua fome de riquezas ocilou e a sensação foi como estar colocando as gotas finais de uma caneca de cerveja.. nao se precisava de muito mais.
Então o rei ficou recluso em seus aposentos, apenas deitado abraçado nesse ídolo... após ter dizimado ele mesmo todos os moradores daquela aldeia, pois não o deixavam leva-lo.
Ou teria sido apenas por que o queria tanto?
Seria a cobiça?
Teria sido um erro tudo aquilo?
Mas nada mais importava.. a voz da bruxa avisa desaparecido, tudo estava se aquietando.
Seu reino estava em ruinas e haviam várias tentativas de assassinato, mas ao menos agora, ele se sentia estagnado. A fome passara, a sede passara...
Cinco dias após seu confinamento, as portas de seu aposento foram arrombadas e la foi encontrado um cadaver semi putréfo, sentado na cabeceira da cama abraçado à bela imagem extremamente valiosa.
Dizem que haviam outros corpos la dentro, que nunca tinham sido visto no reino em dia algum, mas dizem que nunca encontraram esses corpos também.
O mais extranho é que o castelo todo morreu. Ao abrirem as portas, não se sabe o por que mas parece que algo foi liberto e todos os servos começaram a comer, beber, trepar e enlouquecer ate que caíam mortos. Parte dos arredores do castelo também cairam nessa desgraça.
É dito que quem se atreve a ao menos pisar nas terras amaldiçoadas já começa a querer explorar para encontrar algum saque que sentia que existia e então ficava para sempre ali sem se lembrar de comer ou beber ou se quer de se aliviar... e morria em alguns dias.
Dizem que demonios habitam lá.. ou outros serem, pela perversidade que foi liberta.
Dizem que o totem absorveu toda a maldição e a libertou...
Dizem muitas coisas, mas não sabem se algo é verdade ou quem as contou.
O que sei é que partimos agora, pois o sol clareia os céus e eu quero chegar primeiro naquele lugar.
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