A jornada se extende vasta à minha frente.. paro um pouco para um breve repouso e dar uma tregua às minhas costas e pernas. Me estico, faço alguns alongamentos e ao final, olho para tráz. Parece que bastante coisa está lá, perdido de vista quando comecei. Mas não da memoria.
Lembro de vários passos e passadas que ficaram marcadas por serem tao boas e tão ruins, lembro de coisas aleatórias e de acontecimentos com pouca importancia, mas vejo todos como o que me formou.
Cada passo que dei ate chegar ate aqui, foi adiante na trilha que escolhi fazer. Escolhi por mim, com algumas palavras talvez a incentivar ou ludibriar, mas cada pegada foi decisão minha.
Talvez me arrependa de não ter feito algumas paradas ou ter aproveitado algumas vilas e cidades direito, mas são arrependimentos brandos de um ganancioso por ser o foco. Nada de querer mudar quem esta parado agora a observar o horizonte antigo.
Olho para os céus e vejo que o dia está claro, tranquilo, diria que bonito. Uma brisa passa refrescando e acariciando meu rosto. Sinto calma. Sentimento bom. Otimismo?
Sorrio.
Lembro de casos engraçados e vejo com os olhos da mente aqueles que estão por perto, mas não estão ali. Só que sempre estarão.
Vejo os que passam e acho que apenas passarão... não me importo. Importaria se tivesse de.
Penso nas coisas a fazer e olho de relance novamente para frente, onde deverei rumar por um bom e longo caminho. Talvez ruim algumas vezes. Invernos e primaveras me aguardam.. solidão e alegria.
Vejo algumas casas a começarem a aparecer e penso se não são miragens ou truque da mente querendo que sejam alguma estadia boa e fixa... fixa até me cançar e partir para a próxima.
Vejo bares e ruas e esquinas e coisas... e então retorno onde estou a observar dentro da mente.
Sorrio novamente.
Estico os braços aos céus e com os olhos fechados olho para cima, com um sorrizo ainda.
Estranho sorrizo.
E sinto nas costas coisas estranhas de sentido diferente.
Sabia que estavam lá, sei que tenho parecidas, mas estas não consigo entender.
As cores? Também me são estranhas.. parecem incolores de várias cores. Não tem definição.
Como o caminho à frente. Está la, mas não está. Há coisas que podem não existir.. tudo é o depende.
Dependencia.
Desprendencia..
E então, as abro amplamente e com um bater, me ergo. Irei voar um pouco por ai...
...até que essas desapareçam também, deixando apenas as antigas conhecidas, talvez renovadas.
Sempre é bom sentir suas asas.
E estou a aproveita-las.. sabendo que muito tempo se extende à minha frente no caminho a ser desbravado.
Que o vinte e sete venha.
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