..incompreendido muitas vezes e reciprocamente furia era emanada.
Sem culpados ou se quer culpa a ser denunciada, ainda sim o ser estaria inquieto e confuso. Perigoso até.
Mas não desistia de tentar se juntar ou mudar, sabia que era necessario mas muitas vezes achava ser inutil. Mas tentava.
Uma besta fera não sabe muito além de agressão e intimidação, causando muitas vezes o que não desejava que fosse nas pessoas, mas sem saber direito como fazer esses outros te entenderem. Então apenas prosseguia.
Por vezes se sentia seduzido pela facilidade da violencia singular e de apenas existir para matar, mas lutava ferosmente para que essa ansia passasse e que não se rendesse a apenas a ira para com todos. Mas estava ficando cada vez mais forte esta parte dentro dela. A besta agonizava por entendimento e iluminação, e aceitar seu destino aparente parecia ser a melhor forma.
Uma dia, em suas andanças, descobriu um doce som que misteriosamente o tomava toda a atenção e sentimentos. Algo que o deixava em um aparente tranze.
Esses sons variavam em uma infinidade de tons e frequencias e estilos e personalidades.
Parecia que conversava com sua alma diretamente.
Dizem que isto acalma ate o mais violento dos demonios.
Música é um milagre que deve ser respeitado e composto sabiamente, nao vulgarizando esse dom que se pode conseguir.
Merecia muito mais trabalho do que se faz.. não deveria ser foco de puro comércio e/ou produção em escala para a massa ignorante. Deveria ser mais utilizada para transmitir cultura e mensagens do que as dores de cotovelo que todo ser passa em alguma época da vida, ou simplesmente letras ocas que viram modinha para promover a imagem de uma pessoa ou grupo.
Não que a promoção e o beneficio do se ganhar dinheiro tenham de ser abolidos... não, deve ser sim uma maneira de se ganhar a vida. Mas que tenha uma razão a mais e que tenha um valor para o crescimento dos fans e ouvintes.
Mas não é assim.
E dizem que vetar algumas coisas é contra a liberdade e que isso nunca se pode fazer. Que proibir nunca é a saida para que se faça algo crescer.
Digo que liberdade demais leva a pensamento de menos, e aproveitamento sobre a burrice ao extremo.
Não seria isso o motivo do texto, não era aqui que queria estar. Mas foi onde vim parar.
A ideia principal era escrever algo sobre uma besta fera que se aquietava com musica e se apaixonara pela pessoa pelo que ela emitia, e não pela cegueira que uma bela aparencia causa no instinto primitivo de procriar ou apenas a vontade de se fazer sexo.
Mas talvez esse texto venha algum outro dia.
E agora, encerro estas palavras aqui.
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