quarta-feira, 2 de maio de 2012

hoje em dia.

Hoje em dia a distinção das coisas se torna mais abrangente. Variedade de tudo é infinita e a evolução é fundamental para que se exista. O acesso a tudo está ali, ao nosso lado, ao alcance de um simples clique e de uma velocidade razoavel de conecção.
A vida de muitos exposta, o interesse no fútil ao máximo.
As emissoras de televisão perdendo cada vez mais seus estimados zumbis para as máquinas com informação selecionada ou conteúdo que se deseja armazenar ou simplesmente ver naquele momento.
Qualidade de transmissão e imagens muito melhor. Idioma preferencial com legendas à sua escolha.
Sem intervalos ou propagandas quando não se deseja que o que se está vendo tenha uma pausa, tão longa quando você precisar, para ir ao banheiro, fazer um lanche ou responder as pessas que falam com você nos programas de mensagens instantaneas, conferir o facebook ou twittar que aquela parte do filme realmente era muito foda, fazendo uma citação e tudo mais. Até se tira uma foto com a legenda "eu de bobs assistindo a esse filme foda nessa cena do caraleo!".
Se informa, por cadastro em um site, onde se chegou, com quem pode estar e ainda por cima o endereço do lugar. Aí se tira uma foto e faz o upload para que todos que possam se interessar pelo que você escreve vejam. Alguns vão ao seu encontro, outros respondem o que você postou e os que não foram convidados ficam chateados.

Hoje em dia a seleção de informação é feita quase completamente por quem vai atrás. Algumas vezes ainda se tem um conteúdo prévio feito pelos pais ou coisas do tipo, mas apenas até os bebês terem idade suficiente para conseguir clicar nos links e digitar as conversas para que abandonem o que os pais falem e comecem a odiar tudo e todos da familia dizendo que não tem liberdade ou privacidade.
Que não podem fazer um chat via webcam com um pedófilo do outro lado da cidade, pois os pais os sufocam e só querem o seu mau. Que os pais nunca lhe deixam fazer nada que quer, escrevem posts gigantes de revolta, tiram fotos com pulsos falsamente cortados e maquiagens pesadas e roupas escuras (ou coloridas, depende da faze e época) fazendo protestos em video para uparem no youtube, com o computador de ultima geração que ganharam dos pais e a webcam que ganharam dos tios.
Muitas vezes os pais realmente sufocam os filhos e muitas vezes apenas procuram eles depois de certa idade, quando eles já "sabem se cuidar" ou ja encontraram conforto em amigos que "substituiram" a base familiar. As vezes também nem isso... apenas é pirraça.

Nós vemos o que nossos amigos estão fazendo quando eles postam as fotos de suas saídas nas suas redes sociais e se esquecem daquelas pessoas que esqueceram de chamar.
Se esquecem de tudo.
Esquecemos de muita coisa.
Hoje em dia  é fundamental se compartilhar tudo. Quando digo tudo, é tudo mesmo... tem pessoas que não sabem o valor de se ter privacidade. Daí reclamam quando os país entram no quarto.
O limite de singularidade foi extinto. O coletivo manda. Mas nem sempre se está incluso no coletivo que se acha que estava.
Todos seus atos estão sendo julgados.
Ainda mais quando se quer postar algo e se mostrar antenado e acompanhando as tendencias e influencias.
Ser "normal" se tornou 'idiota', não estou me referindo à normalidade daqueles caretas que não gostam de fazer nada, mas sim a normalidade das pessoas que guardam suas vidas para elas mesmas.
Claro, informar uma coisa ou outra e quer que te vejam, que te enxerguem, é ate normal, mas sempre se estar despejando coisas na internet e coisas desnecessarias...
.. mas quem é alguem para julgar como se deve viver ou utilizar uma coisa publica e comum?

Cada passo que se dá hoje em dia é vistoriado por todos aqueles que você tem como no minimo conhecido. Se você não chama para as coisas que você faz, as pessoas veem que não foram convidadas e ficam sentidas. Você quer divulgar o que faz, mas cada coisa gera outra. Se não tiver o instinto coletivo total... não da certo.
As vezes nem se faz por mal. É que o costume de se ter certas pessoas por perto, ou coisa do tipo, é normal... mas a represália dos outros é normal também... afinal, você mostra que esqueceu deles.

Eu não sei quanto ao resto, mas eu me vejo impregnado dessa "internetização". Sei que faço quase tudo que digo nesse texto e sinceramente não gosto, mas me vejo preso. O que se deve fazer é tentar não se fixar tanto.. atualmente para mim é quase impossivel mas ainda hei de conseguir me desvencilhar de tal prisão virtual... apenas tenho de conseguir começar meus projetos.




E este texto tem seu fim.

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